Preconceito de gênero é coisa antiga. Mas essa semana, o jornalista Robson Sampaio decidiu renovar a ignorância escrevendo para a Folha de Pernambuco as pérolas “bambolê, brincadeira típica de menina” e “não se fazem mais homens como antigamente”, depois da matéria veiculada no programa da Fátima Bernardes em que homens praticavam bambolê.

Interessante pensar que os homens de antigamente não se permitem nada de movimento no quadril. Imagino que essa seja a origem do problema para o Robson. Afinal, quem rebola é feminino, portanto, viado, ele deve pensar.

No entanto, o movimento do bambolê lembra muito o movimento sexual, Robson. Se você é homem e bamboleia, deve arrasar na cama. Sabia? Com mulheres e tudo.

Fora isso, todo mundo tem uma estrutura óssea chamada pelve. Isso não tem a ver com ser homem ou mulher. Ser homem ou mulher é uma construção cultural. Ponto.

Ainda bem que não se fazem mais homens (nem mulheres) como antigamente e agora cada um vem em um pacotinho único e exclusivo cheio de peculiaridades.

Aqui vai uma lista de #homensnobambole com respectivos vídeos, pra quem acha que é mito:

Malcom Stuart

Nick Guzzardo

Philo Hagen

Baxter

Bags

Thiago Rieth

O mais preocupante sobre um argumento desse chegar a uma publicação, é que abala a vida das pessoas, no sentido de que assim que um menino pega um bambolê, ou manifesta vontade e gosto por bambolear, pode sofrer repressão, ou até mesmo violência. Por isso, tá na hora de terminar com essas bobagens de decidir o que é “de menino” ou “de menina”, certo? O que eu desejo é um mundo com mais HomensnoBambolê, MeninosnoBambolê e menos preconceito de gênero.

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