Como no sábado eu tenho mais tempo livre, me entusiasmei para fazer um vídeo de workout, antes da sessão de bambolê. Na verdade, eu queria um vídeo mais daqueles de aeróbica retrô, mas esse foi o mais interessante que eu encontrei na hora.

O que eu reparei de diferente é que meu equilíbrio estava bem ruim, e depois do vídeo, ele melhor ou bastante. Logo, pude me concentrar nisso na sessão, além de perceber que frequentemente estou soltando a minha lombar, e o meu abdômen, por esquecimento/preguiça. Isso é importante, considerando que eu tenho lordose, e por isso, devo reforçar essa lembrança todos os dias.

Até lembrei de causos de aulas de dança em que isso me afetou:

1. Minha primeira aula de ballet: eu tinha uns 12 anos, e estava toda feliz de fazer aulas de ballet. A prof era do tipo gritona, e ficava dizendo que era pra colocar a barriga pra dentro. Do alto da minha experiência, eu não fazia ideia do que isso significava, e só descobri que era eu o problema, quando ela veio por trás, de surpresa, e me agarrou, gritando ao mesmo tempo. Além de levar um susto, eu me senti estúpida por não saber que era eu o problema, e tive aquela sensação que nem a pequena Miss Sunshine se apresentando no concurso de miss.

2. Já com 26, fui fazer uma aula de dança tipo tribal fusion. Novamente, toda empolgada por estar fazendo algo de diferente. Na segunda aula (era um intensivo de verão) a prof, explicando a postura, passa por cada aluna para verificar, e quando chega em mim, diz “tu tem uma lordose violenta, né?”, com uma expressão de desolação no rosto. Também, foi o suficiente pra eu perder totalmente o foco na aula, e ficar os próximos 20 minutos me concentrando pra não choramingar.

Essas duas histórias apareceram pra mim quando eu mesma me dei conta que andava deixando a minha “lordose violenta” tomar conta, afinal, é tudo uma questão de conscientização e amparo. Já a atuação das professoras, posso dizer que só serviu pra me traumatizar mesmo. Ajudar que é bom, acho que ficaram devendo. Mas talvez eu seja sensível demais com a ideia de tu/algum elemento pessoal se tornar algo debilitante somente quando alguém aponta isso, especialmente em um grupo.

De qualquer modo, foi uma boa sessão.

Usei o serviço do Stereomood, com a playlist Dreamy, o que talvez tenha potencializado as viagens pelo túnel do tempo.

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