Decidi fazer um desafio 30/30 por conta própria. Fiz a medição da minha cintura e abdômen e descobri que estava com 10 cm a mais em relação ao mesmo período em 2013, quando fiz um programa de reeducação alimentar e revolução de estilo de vida. Como já obtive as ferramentas e conhecimentos necessários, bastava realmente implementá-los e monitorar os resultados.

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Eu há um ano atrás, mais alegrinha.

O desafio 30/30, pra quem não sabe, consiste em fazer 30 minutos de bambolê durante 30 dias consecutivos. É realmente um desafio, no sentido de fazer o espaço temporal (às vezes geográfico, e talvez mental) para meia hora de bambolê. Todo mundo sabe como é: pra sentar na frente do computador e ver qualquer besteira, 30 minutos é muito pouco, mas para interromper o que se está fazendo para prestar atenção numa simples melhoria cotidiana, a coisa complica.

No meu caso, eu não posso dizer que fiz os 30 minutos todos os dias. Alguns dias eu fiz 20, outros eu não fiz nada.

De qualquer forma, chegou no dia de me medir de novo e, para minha surpresa, reduzi 8 cm de cintura, 5 cm de abdômen e 3 cm de quadril. Achei fantástico.

Claro, agora a ideia é manter um ritmo de, pelo menos, 2 vezes por semana. Além disso, eu volto a pé do trabalho sempre que possível (4,0 km) e comecei a fazer aulas de kung fu uma vez por semana.

As mudanças acontecem aos pouquinhos, mas as sementes que a gente planta, dão resultados. Não dá pra perder a confiança nesses pequenos gestos.

Então, a minha receita é a seguinte:

1. Não se cobre demais. Não adianta querer sair do zero e entrar de cabeça em uma rotina de uma hora de academia por dia. Isso só vai trazer frustração. Melhor garantir duas vezes por semana, do que abandonar tudo depois de um mês.

2. Satisfação em primeiro lugar. Não adianta fazer musculação se isso parece a coisa mais chata do universo. Existem várias formas de se exercitar, inclusive com um bambolê adulto.

3. Acredite no seu corpo. Ele é inteligente. Falar de hábitos alimentares é complicado, porque o ato de comer, vai bem mais fundo do que somente um ato de nutrição, ele toca profundamente na nossa relação emocional com o mundo. No entanto, o simples é que o corpo avisa quando já comemos o suficiente, é importante aprender a ouvir e a respeitar esse limite. Desconfie da sua mente, ela tem um lado obscuro: existe uma voz lá no fundo, que diz que tudo vai dar errado, que você é incapaz, que não vale a pena comer a maçã em vez do bolo… desconfie dessa voz.

4. Não acredite nos números. Apesar de eu usar o referencial cm de cintura, abdômen e quadril, evito subir na balança. Os números são subjetivos e cada corpo é um corpo, não existe uma medida padrão a ser preenchida. O mais importante é prestar atenção nos sinais corporais mesmo, de vitalidade, dos padrões de sono, do humor e etc.

Pra mim, esses são os passos básicos para começar uma caminhada de mudanças. Os detalhes são subjetivos e eu não tenho como definir o que é melhor pra ninguém, mas aos poucos, vou descobrindo o que é bom pra mim, e talvez, compartilhando, posso ajudar alguém a se encontrar também.

Mas o mais importante não é emagrecer em si, e sim, prestar atenção se o seu corpo está feliz. O meu não estava, e o sinal mais marcante era a minha falta de vontade de me mexer e sair de casa. Ao voltar a fazer exercícios, de leve, voltei a querer me mexer e a socializar, e isso, sim, faz toda a diferença no meu cotidiano.

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