No evento onde eu estava, dois meninos, um de 2 anos e um de 4 começaram a brincar espontaneamente com um bambolê no chão. Não havia regras definidas, expectativas, “ganhar” ou “perder”. Eles pulavam de um para o outro, e isso bastava. Eles trocavam olhares e risadas, e isso bastava. 

O meu papel era observar, caso eles fizessem algo arriscado demais. O menorzinho, começou a experimentar novas maneiras de se movimentar, usando o as mãos e o chão. E isso me fez pensar na necessidade da arte e da experimentação com o corpo para o desenvolvimento humano. A nova lei que estabelece aulas de artes nas escolas é necessária para que este processo de descobrimento e experimentação livre aconteça em um ambiente organizado.

Crianças (e adultos) que não se permitem experimentar coisas diferentes acabam estabelecendo um universo muito pequeno para si mesmos. 

Esses meninos estavam exercendo ali, de forma espontânea, as qualidades que eu mais admiro na humanidade: imaginação e curiosidade.

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