dia 7

São sete dias de 30 minutos diários de bambolê. Na verdade, eu perdi um dia, que ”compensei” no dia seguinte, usando uma hora.

Me sinto muito bem depois dos 30 min, que cada vez mais se tornam muito pouco. O que me faz pensar nessa questão da preguiça de começar qualquer atividade física – talvez uma questão de inércia. Lendo o livro “Do que falo quando falo de corrida” do Murakami ele diz:

“Por mais que correr longas distâncias seja uma coisa que me caia bem, claro que existem dias em que me sinto meio letárgico e não quero correr. Na verdade, acontece com frequência. Em dias assim, tento pensar em todo o tipo de desculpa plausível para fugir do compromisso. Uma vez, entrevistei o corredor olímpico Toshihiko Seko logo depois que ele se aposentou das pistas e virou técnico de equipe da companhia S&B. Eu perguntei a ele “um corredor no seu nível alguma vez sente que não está disposto a correr tal ou tal dia, tipo, hoje não vou correr e vou ficar dormindo mais um pouco”? Ele olhou pra mim, numa voz que então deixava cristalinamente claro como achava a pergunta estúpida, respondeu: “Claro. O tempo todo.” (p. 44, edição da Editora Objetiva de 2010, uma tradução da versão norte-americana).

E isso me faz pensar sobre a minha própria prática que precisa da âncora do desafio de 30 dias e da ideia de que estou participando de algo maior. Do contrário, a preguiça ou as desculpas vinham vencendo.

Pelo menos, não acontece só comigo. E também, eu tenho praticado a disciplina com outras atividades, como Yoga, que tenho praticado por conta própria, pelo menos 2 vezes por semana. Essa prática constante tem me deixado com mais vontade de movimento e mais preparada para desafios, como, experimentar as poses de equilíbrio sobre as mãos, ou até sobre a cabeça. E isso também tem tirado o peso da obrigação autoimposta em relação ao bambolê (de aprender coisas novas para impressionar as pessoas e  convencê-las de que é uma prática de exercício como qualquer outra). Cada vez mais eu me volto para a prática que é só minha e não depende do olhar de aprovação dos outros.

Me sinto muito feliz por ter fechado essa primeira semana. E aguardo ansiosamente pela próxima.

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